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BPO Financeiro: como saber se a sua empresa chegou nesse ponto
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BPO Financeiro: como saber se a sua empresa chegou nesse ponto

Quase toda empresa que cresce passa pela mesma cena. O faturamento sobe, o número de clientes aumenta, entram fornecedores novos, e a rotina financeira continua funcionando exatamente como funcionava dois anos antes. Ninguém decidiu que seria assim. Simplesmente não houve um dia em que alguém parou para reorganizar o que já estava rodando.

Por um tempo, funciona. A planilha ainda fecha, os boletos ainda são pagos, o extrato ainda é conferido. Até que o volume atravessa uma linha invisível e a mesma estrutura que sustentava a operação começa a produzir ruído: uma conciliação que fica para a semana seguinte, uma cobrança que ninguém acompanhou, uma projeção de caixa que já não bate com o que efetivamente acontece.

A empresa costuma interpretar isso como falta de gente. Contrata mais um analista, a fila diminui, e em alguns meses o problema volta no mesmo lugar. É o sintoma clássico de que o gargalo não estava na capacidade de execução, e sim na ausência de um método por trás dela.

Por que o controle informal tem prazo de validade

Operações pequenas funcionam bem sem processo formal porque o volume permite que uma pessoa carregue tudo na cabeça. O gestor sabe quem deve, quanto entra na semana, qual contrato vence. Essa memória é rápida, barata e razoavelmente confiável enquanto o número de transações é baixo.

O que quebra esse arranjo não é o crescimento em si, é o efeito combinado de três coisas. O tempo consumido por tarefas repetitivas cresce junto com o volume. O risco de erro cresce mais rápido, porque controles paralelos começam a divergir entre si e ninguém percebe imediatamente. E a visão de conjunto diminui, já que a informação se espalha entre planilhas, e-mails, extratos e a lembrança de quem executa.

O sinal mais honesto de que esse ponto foi ultrapassado é simples: quanto tempo a empresa leva para responder perguntas básicas. Quanto há a receber nos próximos trinta dias. Qual a inadimplência hoje. Quanto foi gasto por centro de custo no último trimestre. Se a resposta exige um levantamento de dois dias, a informação existe, mas não está disponível, e informação indisponível não sustenta decisão.

O custo que não aparece em lugar nenhum

O prejuízo de um financeiro desorganizado raramente aparece como uma linha de despesa. Ele se distribui.

Aparece no juro pago por um boleto que venceu esquecido. No cliente que ficou sessenta dias sem receber cobrança porque a régua dependia de alguém lembrar. No desconto que o comercial concedeu sem saber que aquele cliente já estava em atraso. No fornecedor que negocia melhor com a concorrência porque lá o pagamento é previsível. E, principalmente, no tempo de sócios e diretores gasto conferindo comprovante, tempo que tem o custo mais alto da empresa e o menor retorno quando aplicado nesse tipo de tarefa.

Somado ao longo de um ano, esse conjunto costuma ser maior que o custo de estruturar a área. A diferença é que ele nunca é medido, então nunca entra na conta.

O que é BPO Financeiro

BPO Financeiro é a terceirização da execução das rotinas financeiras de uma empresa para um time externo especializado. Na prática, cobre contas a pagar e a receber, conciliação bancária, controle e projeção de fluxo de caixa, organização de documentos e emissão de relatórios gerenciais em calendário definido. A execução sai de casa; a autorização de pagamentos e as decisões continuam com a gestão interna.

Vale separar duas coisas que costumam ser confundidas. A contabilidade cuida da escrituração, das demonstrações e das obrigações fiscais. O BPO Financeiro cuida da rotina operacional do caixa e dos controles gerenciais que a empresa usa para se orientar no dia a dia. Um serviço não substitui o outro, e uma rotina financeira organizada tende a facilitar o trabalho contábil, porque a informação chega estruturada em vez de chegar em caixas de documento na véspera do fechamento.

Estruturar dentro de casa ou contratar quem já faz isso

Diante do mesmo diagnóstico existem dois caminhos legítimos, e a escolha depende menos de preferência e mais do momento do negócio.

Montar a estrutura internamente faz sentido quando a operação tem volume suficiente para ocupar um time dedicado, quando há alguém capaz de desenhar os processos e conduzir a implantação, e quando a empresa aceita o tempo que isso leva. Não é pouco: envolve contratar, treinar, definir rotinas, escolher ferramentas e conviver com o período em que nada está pronto.

Terceirizar a execução faz sentido em outro conjunto de situações. Quando a empresa precisa profissionalizar a operação sem ampliar a equipe agora. Quando gestores estão gastando tempo demais com tarefas que não exigem o julgamento deles. Quando falta processo e ninguém internamente tem experiência para criá-lo do zero. Ou quando o crescimento é rápido o bastante para que qualquer estrutura montada às pressas precise ser refeita em seis meses.

Há também momentos específicos que aceleram a decisão, como abertura de filial, entrada de investidor, preparação para auditoria, sucessão familiar e a saída do profissional que concentrava sozinho o conhecimento da rotina.

E há situações em que o modelo simplesmente não se justifica. Volume ainda baixo, em que uma boa organização interna resolve. Ausência de interlocutor, porque alguém da empresa precisa aprovar pagamentos e definir prioridades. Ou expectativa equivocada sobre o alcance do serviço: terceirizar a execução organiza a informação, mas não decide preço, não define política de crédito e não resolve um problema de margem. Isso continua sendo trabalho de gestão.

O que muda quando existe método

A objeção mais comum a qualquer terceirização é perder o controle, e quem já viveu isso tem razão em desconfiar. A diferença está no desenho do serviço, não na palavra terceirização.

Uma operação bem estruturada tem rotinas com data em vez de rotinas por lembrança, responsabilidades separadas entre quem aprova e quem executa, uma base única de informação em vez de planilhas concorrentes, e um punhado de indicadores acompanhados ao longo do tempo, como prazo médio de recebimento, inadimplência e previsão de caixa para as próximas semanas. Números isolados dizem pouco. A série mostra tendência, e tendência é o que permite agir antes.

Quando esses elementos estão no contrato, junto com acesso da empresa aos sistemas, alçadas de aprovação respeitadas e um calendário fixo de entregas, o efeito costuma ser o inverso do temido. A gestão passa a enxergar mais do que enxergava antes, porque a informação deixou de estar dispersa. O que muda é quem executa, não quem manda.

Antes de decidir, faça o diagnóstico

Nenhuma dessas escolhas precisa ser feita no escuro, e o levantamento que sustenta a decisão é mais simples do que parece.

Liste as rotinas financeiras que existem hoje. Ao lado de cada uma, registre quem executa, com que frequência, em qual sistema ou planilha e quanto tempo consome por semana. Marque os pontos em que atrasos e retrabalhos acontecem com mais regularidade. Uma tarde de trabalho costuma bastar.

Esse mapa quase sempre revela duas coisas. Quanto do tempo da equipe está indo para atividades que não exigem o conhecimento que ela tem, e em que ponto exato a informação se perde entre uma etapa e outra. Com isso na mesa, a decisão entre contratar internamente, revisar processos ou terceirizar a execução deixa de ser intuição e passa a ser comparação.

Identificar os gargalos é o primeiro passo. O resto é consequência.

Fale com a CorpServices

A CorpServices apoia empresas na organização e na execução de suas rotinas financeiras, com processos definidos, controles periódicos e informação disponível para quem precisa decidir.

Se a operação descrita aqui lembra a da sua empresa, comece pelo diagnóstico. Fale com nossos especialistas.

Perguntas frequentes

O que é BPO Financeiro? É a terceirização da execução das rotinas financeiras de uma empresa, como contas a pagar e a receber, conciliação bancária, controle de fluxo de caixa, organização de documentos e emissão de relatórios gerenciais, feita por um time externo especializado, enquanto as decisões e a autorização de pagamentos permanecem com a gestão interna.

Qual a diferença entre BPO Financeiro e contabilidade? A contabilidade cuida da escrituração, das demonstrações contábeis e das obrigações fiscais. O BPO Financeiro cuida da rotina operacional do caixa e dos controles gerenciais. São serviços complementares.

Vou perder o controle sobre o financeiro da empresa? Não, desde que o contrato preveja alçadas de aprovação, acesso da empresa aos sistemas e calendário de relatórios. A execução é terceirizada; a autorização de pagamentos continua com a empresa.

Minha empresa é pequena demais para BPO Financeiro? Não existe porte mínimo universal. O critério mais útil é o volume de transações e o tempo que a rotina financeira consome de sócios e gestores.

Preciso trocar de sistema? Na maioria dos casos, não. O trabalho pode ser feito nas ferramentas que a empresa já usa. A troca só entra em discussão quando o sistema atual não sustenta o volume ou não permite os controles necessários.

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