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O que a CorpServices recomenda para o planejamento financeiro de 2027
Juros altos, CBS em alíquota cheia e a nova tributação de dividendos mudam as premissas do planejamento financeiro do próximo ano, e parte da preparação precisa começar ainda em 2026
Quem começa agora a desenhar o orçamento de 2027 vai trabalhar com premissas bem diferentes das que usou nos últimos anos. A Reforma Tributária sai da fase de testes e passa a ter efeito real sobre preços e margens, a nova tributação de lucros e dividendos aparece pela primeira vez na declaração anual dos sócios e o crédito continua caro. Essas mudanças chegam juntas e se influenciam, o que torna arriscado tratar cada uma delas em uma planilha separada.
As projeções reunidas pelo Boletim Focus no início de setembro indicam uma Selic ainda perto de 12% ao fim de 2027, com inflação acima de 4% e crescimento em torno de 1,5%. Como 2027 também abre um novo ciclo de governo, com a política fiscal ainda em aberto, a recomendação da CorpServices é projetar mais de um cenário. Um cenário-base e outro de estresse, com juros e câmbio mais altos e demanda mais fraca, ajudam a dimensionar o capital de giro, testar a capacidade de pagamento da dívida e definir com antecedência em que condições um investimento seria adiado.
Esses cenários só fazem sentido se as receitas projetadas já considerarem a nova tributação sobre o consumo. Em 1º de janeiro de 2027, o PIS e a Cofins deixam de existir e a CBS passa a ser cobrada em alíquota cheia. Na mesma data começa a valer o Imposto Seletivo e o IPI é reduzido a zero para a maior parte dos produtos, com a Zona Franca de Manaus preservada. Toda empresa que hoje acrescenta o PIS e Cofins no preço terá de refazer essa conta, e o mesmo vale para as margens por produto e para os contratos de longo prazo com cláusula tributária, que muitas vezes precisarão ser renegociados. Quanto antes essas revisões começarem, mais tempo haverá para conversar com clientes e fornecedores.
Parte desse trabalho precisa acontecer ainda em 2026 e os próximos meses são os últimos com PIS e Cofins em vigor, sendo esse o período que as empresas conseguem revisar e aproveitar créditos acumulados dentro das regras de transição. O ano de teste também serve para sanear o cadastro fiscal, corrigindo classificações de NCM, CST e códigos tributários que, a partir de janeiro, passam a ter impacto financeiro direto. Para quem está no Simples Nacional existe ainda uma decisão com prazo curto. Até 30 de setembro, a empresa pode optar por recolher IBS e CBS fora do DAS no primeiro semestre de 2027, e uma nova janela se abre em março.
A reforma também muda a relação entre tributo e caixa, já que, no novo modelo, o direito ao crédito fica vinculado ao efetivo recolhimento do imposto na cadeia, e o split payment, que separa o tributo no momento do pagamento, começa em 2027 em caráter inicial e opcional nas operações entre empresas. Tesouraria e área fiscal vão trabalhar muito mais próximas do que a maioria das empresas estão acostumadas. O contas a pagar precisará rastrear notas e pagamentos com mais rigor, e o contas a receber terá de projetar com precisão o valor líquido que de fato entra.
Para os sócios, desde janeiro de 2026, lucros e dividendos pagos por uma mesma empresa a uma mesma pessoa física acima de R$ 50 mil no mês sofrem retenção de 10% na fonte, calculada sobre o valor total distribuído. Em 2027, quem teve rendimentos acima de R$ 600 mil no ano fará pela primeira vez o ajuste da tributação mínima (IRPFM) na declaração. Por isso o planejamento do próximo ano deve incluir uma revisão do equilíbrio entre pró-labore, dividendos e juros sobre capital próprio, do calendário de distribuições e das estruturas societárias e patrimoniais existentes.
Há ainda compromissos regulatórios que costumam ficar fora do orçamento e acabam aparecendo como custo inesperado ao longo do ano. No mercado financeiro, as prestadoras de serviços de ativos virtuais têm até 30 de outubro para pedir autorização ao Banco Central. Empresas com metas de logística reversa precisam comprovar resultados com dados verificáveis. E qualquer organização depende de atos societários, certidões e obrigações regulatórias em ordem para operar, captar recursos ou fechar negócios.
Todas essas recomendações partem da mesma constatação de que as decisões financeiras, tributárias e societárias de uma empresa dependem umas das outras. Um preço calculado sobre a base tributária errada reduz o caixa, assim como uma distribuição de lucros sem planejamento aumenta o imposto do sócio.
Por isso a CorpServices recomenda que finanças, fiscal, contabilidade e jurídico participem juntos da construção do orçamento de 2027 desde a primeira versão. Foi para oferecer essa visão conjunta que o grupo reuniu marcas especialistas em uma única plataforma, e é com ela que nossos times estão ajudando os clientes a preparar o próximo ano.
Para revisar o planejamento financeiro da sua empresa para 2027, fale com os especialistas da CorpServices.



